FAQ's

Imagine o Sol a aproximar-se do horizonte ao final da tarde e, de repente, o dia transformar-se num crepúsculo misterioso e prematuro. O eclipse do Sol parcial (de magnitude extremamente elevada em Portugal) durará cerca de 2 horas: inicia-se por volta das 18h30 (quando a Lua Nova dá o "primeiro toque" no disco solar), atinge o seu clímax pelas 19h32 e despede-se perto das 20h25, quando os dois astros se separam.

À hora do máximo, com o Sol posicionado muito baixo sobre o horizonte (a cerca de 10° a 11° de altitude, cerca de uma mão fechada, na direção Oeste-Noroeste (WNW), prepare-se para uma experiência verdadeiramente memorável e repleta de curiosidades no céu e na Terra:

  • A aparição de Júpiter em pleno dia: durante os minutos de maior ocultação (quando o Sol estiver entre 98% a 100% coberto), a luz ambiente cairá tanto que o planeta Júpiter tornar-se-á visível a olho nu, surgindo como um ponto luminoso e brilhante um pouco abaixo e à direita do Sol eclipsado.

  • A grande coincidência com as Perseidas: sabia que o eclipse ocorre precisamente no dia do pico da famosa chuva de meteoros das Perseidas (na noite de 12 para 13 de agosto)? Como um eclipse solar só ocorre em fase de Lua Nova, o céu noturno dessa noite estará excecionalmente escuro, sem qualquer interferência do luar. Além disso, no próprio final da tarde do eclipse, à medida que o céu escurece substancialmente, os meteoros mais brilhantes e lentos desta chuva ("bolas de fogo") poderão surgir no céu como um bónus astronómico raro!

  • Um espetáculo multissensorial: a redução drástica do fluxo radiativo trará uma descida percetível da temperatura do ar (vários graus em poucos minutos) e uma brisa subtil ("o vento do eclipse"). Repare no silêncio que invade a natureza: os pássaros recolhem aos ninhos e a fauna noturna desperta antes do tempo. No chão, a copa das árvores atua como um conjunto de câmaras escuras naturais (pinhole), projetando centenas de pequenos crescentes solares dourados no solo.

Aviso: A observação direta do Sol (até 99,9% de ocultação) exige o uso ininterrupto de óculos de eclipse certificados. O sucesso da observação visual depende também das condições meteorológicas locais e da ausência de nebulosidade baixa ou fumo na linha do horizonte.

Trata-se de uma coincidência cósmica e geológica extraordinária.

O Sol é aproximadamente 400 vezes maior em diâmetro do que a Lua, mas encontra-se também cerca de 400 vezes mais afastado da Terra do que a Lua. Por esta razão, quando observados a partir da superfície terrestre, ambos os corpos celestes apresentam praticamente o mesmo tamanho aparente no céu (cerca de 0,5° de diâmetro angular). Esta igualdade permite que a Lua tape a fotosfera brilhante do Sol com precisão milimétrica, revelando a coroa solar.

Além disso, vivemos numa era geológica e astronómica privilegiada: devido às forças de maré, a Lua afasta-se da Terra cerca de 3,8 cm por ano. Há mil milhões de anos, a Lua estava mais próxima e tapava o Sol com margem excessiva (impedindo a visão límpida da coroa); daqui a cerca de 600 milhões de anos, a Lua estará tão distante que já não conseguirá cobrir totalmente o disco solar, existindo apenas eclipses anulares. A Terra é o único planeta conhecido do Sistema Solar onde é possível testemunhar um encaixe tão perfeito entre um satélite e a sua estrela.

O eclipse será visível em todo o território nacional, com uma maior percentagem de ocultação no norte de Portugal, em particular na região de Bragança.

Por todo o país, com o apoio de entidades locais e nacionais, estão a ser organizadas dezenas de atividades de observação do eclipse que podem ser consultadas nesta plataforma na secção ações, seleccionando o dia 12 de agosto. Consultar as ações disponíveis aqui

Destacamos as atividades planeadas em Bragança, entre os dias 10 e 12 de agosto, onde a Ciência Viva promove o Festival Geração Ciência. No dia do eclipse, 12 de agosto, no Aeródromo de Bragança haverá um grande evento de observação do eclipse solar (com 99,9% de ocultação) com entrada livre. Consulte o programa.

O Eclipse Total do Sol (100%) em território nacional será visível exclusivamente numa área geográfica muito restrita no extremo nordeste do Parque Natural de Montesinho (concelho de Bragança), durando apenas cerca de 20 segundos.

Devido à elevada sensibilidade ambiental do Parque Natural e às limitações da rede viária local (centrada no troço entre Rio de Onor e Guadramil), ao risco elevado de incêndio rural, os acessos e a circulação de veículos estarão sujeitos a condicionamentos e controlo por parte das autoridades locais, onde já não será possível assistir ao eclipse a partir desta zona, devendo optar pelos pontos de observação alternativos na região.

Recomendamos a participação no evento de observação do eclipse do Sol (com 99,9% de ocultação), com entrada livre, no aeródromo de Bragança. Uma iniciativa conjunta da Ciência Viva, Município de Bragança e outros parceiros, que promovem entre os dias 10 e 12 de agosto, o Festival Geração Ciência, com várias atividades, palestras, música e muito mais. Consulte o programa

A diferença entre um eclipse parcial do Sol de 99,9% e um eclipse total do Sol de 100% é fundamental, tanto do ponto de vista científico como visual:

  • Em ocultação parcial (mesmo a 99,9%): a fração residual de luz solar direta é extremamente intensa (cerca de dez mil vezes mais brilhante do que a Lua Cheia). É estritamente obrigatório manter os óculos de proteção solar durante todo o tempo. A coroa solar não é visível e o céu e a zona onde nos encontramos não escurece por completo.

  • Na totalidade (100%): apenas nos segundos em que o Sol estará 100% coberto é seguro retirar os óculos de proteção. Nesse momento único, surgem fenómenos como as Pérolas de Baily (pontos de luz a passar pelas crateras lunares), o Anel de Diamante e a visão direta da Coroa Solar – a atmosfera externa do Sol, inacessível à vista desarmada em qualquer outra circunstância.

Se tiver oportunidade de se deslocar até à faixa de totalidade (por exemplo, no norte de Espanha), a experiência visual de um eclipse total de 1m30s é incomparavelmente superior a qualquer observação parcial.

Não é loucura, mas exige planeamento atempado e expetativas realistas e deve ser feita com pelo menos um dia de antecedência.

A faixa de terra em que o eclipse total do Sol será visível atravessa, de oeste a leste, grande parte da metade norte de Espanha (Galiza, Astúrias, Castela e Leão, Aragão e Baleares), começando na Galícia, onde começará em A Corunha às 19:31 horas, até às Ilhas Baleares, onde começará às 19:38 horas. Ele passa pelo território de até 13 comunidades autônomas, incluindo várias cidades do interior, como Oviedo, Santander, León, Bilbau, Zaragoza, Valência e Palma. Do resto do país, será visto como um eclipse parcial.

A faixa de totalidade atrai milhões de visitantes de toda a Europa.

Se ainda planeia viajar no próprio dia 12 de agosto para a zona de totalidade deve ter em atenção:

  • Tráfego e acessos: espere um congestionamento automóvel muito elevado nas vias de acesso e nas fronteiras terrestres durante a tarde e após o término do eclipse.

  • Alojamento e serviços: a capacidade de alojamento na faixa de totalidade já estará esgotada; viaje autonomamente com mantimentos e água suficientes.

  • Plano B meteorológico: estar sobre rodas permite ajustar a localização caso surja nebulosidade local, mas deve iniciar a viagem com horas de antecedência utilizando as aplicações de mobilidade com GPS e informações em tempo real.

Se puder fazer o planeamento logístico prévio, testemunhar 1m30s de totalidade é uma das experiências naturais mais impactantes a que um ser humano pode assistir.

Consultar as webpages para mais informação: https://trioeclipses.es/#y2026 e divulgacion.trioeclipses.es/trio-de-eclipses

Como o Sol estará a apenas cerca de 10º a 11º de altura sobre o horizonte na hora do máximo (~19h30), o fator decisivo para uma boa observação é garantir uma linha de vista ampla e desobstruída na direção Oeste-Noroeste (WNW).

Pode utilizar a webapp EclipseMap.xyz para explorar locais, obstáculos geográficos, florestas e os horários do eclipse. Para consultar as condições atmosféricas e a nebulosidade, pode consultar o IPMA ou outras plataformas como o Windy.com.

Exemplos de locais recomendados e respetivas vantagens por região geográfica:

  • Orla costeira e zonas litorais: 
  Exemplos de locais:
Praia do Moledo (Caminha), Foz do Douro e Castro de S. Paio (Porto), Cabo Mondego (Figueira da Foz), Cabo da Roca e Praia do Guincho (Sintra), Cabo de São Vicente (Sagres).
  Vantagens: A linha costeira ocidental garante um horizonte plano a 0º (sobre a água), eliminando qualquer risco de relevo ou edifícios a ocultar o Sol. Proporciona ainda o espetáculo do reflexo do crescente solar no oceano Atlântico.

  • Zonas do interior e planaltos:
  Exemplos de locais: Planalto Mirandês (Miranda do Douro), Miradouro de São Leonardo da Galafura (Peso da Régua), Torre e Penhas Douradas (Serra da Estrela), Senhora da Serra (Serra do Marão), Vila de Monsaraz (Alentejo).
  Vantagens: As zonas altas garantem visibilidade panorâmica acima da camada de inversão térmica e do nevoeiro costeiro (nevoeiro de advecção), frequente no litoral em agosto. Oferecem uma vista panorâmica de horizonte desimpedido para poente.

  • Praias fluviais e albufeiras:
  Exemplos de locais: Albufeira do Azibo (Praia da Fraga da Veiga e Ribeira, Macedo de Cavaleiros), Albufeira do Alqueva (Alandroal/Monsaraz), Praia Fluvial do Reconquinho (Penacova), Praia Fluvial da Lomba (Gondomar). 
  Vantagens: O espelho de água largo cria clareiras naturais na vegetação e relevo circundante. Proporciona espaço para acolher famílias com excelentes condições de apoio e lazer durante as horas de espera prévias ao máximo do eclipse.

  • Arquipélago da Madeira: 
  Exemplos de locais: Ponta do Pargo (extremo oeste da ilha da Madeira), Paúl da Serra (planalto central), Pico do Areeiro (acima das nuvens), Praia da Fontinha (Porto Santo).
  Vantagens: A Ponta do Pargo oferece falésias elevadas com vista panorâmica direta para WNW sobre o mar. Zonas de altitude como o Paúl da Serra permitem garantir observação limpa mesmo que haja neblina baixa nas cotas inferiores.

  • Arquipélago dos Açores:
  Exemplos de locais:
Miradouro do Escalvado (Mosteiros, São Miguel), Ponta da Ferraria (São Miguel), Miradouro do Facho (Santa Maria).
  Vantagens: No Grupo Oriental, a altura do Sol na hora do máximo é substancialmente superior à do continente (~21º de altitude), tornando a observação muito menos vulnerável a obstáculos no horizonte. Os miradouros na costa oeste de São Miguel oferecem um enquadramento natural único sobre o oceano.

 

Pode também participar, por todo o país, nas dezenas de atividades de observação do eclipse que estão a ser organizadas com o apoio de entidades locais e nacionais, e que podem ser consultadas nesta plataforma na secção ações, seleccionando o dia 12 de agosto. Consultar as ações disponíveis aqui

Segurança em primeiro lugar! Nunca utilize óculos de sol convencionais, radiografias, vidros fumados ou quaisquer outros filtros não certificados para o eclipse. A baixa sensibilidade ocular à dor (hipoestesia) significa que a informação do olho não chega ao cérebro e perdendo-se o alarme natural da dor, deixando facilmente danos graves. O uso de binóculos ou telescópios sem filtros solares adequados ainda agrava mais a concentração de luz provocando danos oculares irreversíveis de forma instantânea!

Consulte mais informação na secção "Observar em Segurança"

O eclipse não é apenas o instante do máximo, mas sim um processo gradual de duas horas (das ~18h30 às ~20h30) repleto de fenómenos para uma observação atenta:

  • Utilizar métodos alternativos e seguros: previamente ao eclipse pode-se construir sistemas simples de observação, consultar a secção de recursos, para o acompanhamento seguro da evolução do eclipse.

  • Acompanhar a evolução do disco lunar: com os óculos certificados postos, faça observações de 10 em 10 minutos para desenhar ou fotografar o avanço progressivo da sombra lunar sobre a superfície solar.

  • Projetar crescentes solares (pinhole): observe o resultado da luz projetada que passa através do furo (feito com um alfinete ou agulha fina) numa película de cozinha de estanho ou alumínio. Ou observe também o chão sob a copa das árvores (ou utilize estores, em casa) ou um escorredor da massa com a luz projetada pelos pequenos furos a formarem dezenas de pequenos crescentes do Sol em miniatura.

  • Medir a descida da temperatura: se tiver termómetros e higrómetros digitais em casa, leve-os para o local do eclipse e coloquem um ao sol e outro sempre em sombra e registe a temperatura a cada 10 minutos. Verifique a variação térmica provocada pela redução do fluxo radiativo solar.

  • Observar a reação da fauna e flora: note como os pássaros começam a recolher aos ninhos, os insetos noturnos começam a emitir som e certas flores encerram as suas pétalas à medida que o nível de iluminação desce.

  • Sentir o "vento do eclipse": a alteração rápida da temperatura da camada limite atmosférica modifica a densidade do ar, gerando frequentemente uma alteração na direção e intensidade da brisa local.

  • Comparar a evolução do eclipse com outros locais: com a emissão via streaming do eclipse total do Sol da zona de totalidade no Parque Natural de Montesinho. Poderá também acompanhar o eclipse online em outros locais na Islândia e em Espanha.

Fotografar ou gravar vídeo durante um eclipse exige cuidados rigorosos para proteger a visão e evitar que a radiação concentrada danifique permanentemente os sensores dos equipamentos:

  • Fotografar e filmar com o telemóvel:

     Filtro obrigatório: fixe firmemente uma das lentes dos óculos de eclipse certificados (ISO 12312-2) ou uma película de filtro solar sobre a câmara principal do telemóvel antes de o apontar ao Sol.
     Para fotografar: desative o flash automático, desative o zoom digital excessivo (que degrada a imagem), toque continuadamente no ecrã para fixar o foco no bordo do Sol e reduza o controlo de exposição (o slider com o ícone do Sol) para evitar que a imagem fique queimada pelo brilho excessivo.
    Para filmar/gravar vídeo: é fundamental ativar o Bloqueio de Exposição e Focagem (AE/AF Lock)mantendo o dedo pressionado no ecrã sobre o disco solar antes de iniciar a gravação. Caso contrário, o automatismo do telemóvel tentará ajustar a luminosidade constantemente, resultando num vídeo tremido e piscante à medida que o Sol é ocultado. Faça clipes de vídeo curtos (de 30 segundos a 1 minuto) no momento de máxima ocultação, em vez de manter a gravação de vídeo ligada continuamente durante 2 horas – a gravação longa ao Sol pode provocar o sobreaquecimento grave do processador e da bateria do telemóvel.

  • Fotografar e filmar com câmara (DSLR / mirrorless / câmara de vídeo) ou telescópio:

     Filtro solar frontal: é estritamente obrigatório montar um filtro solar profissional de densidade neutra homologado (como Baader Solar Film ou filtro de vidro solar de densidade ótica ND 5.0) fixado de forma segura à frente de toda a objetiva principal (na entrada da luz).
     Técnica de vídeo: defina as configurações totalmente em modo manual (ISO baixo, balanço de brancos fixo na luz do dia e velocidade de obturação fixa). Desta forma, a gravação de vídeo registará fielmente a diminuição real da luminosidade ambiente sem que a câmara tente compensar a luz automaticamente (auto-gain). Utilize um tripé estável e ative a funcionalidade de time-lapse ou gravação contínua de curtos episódios.

 

AVISO DE SEGURANÇA 

Nunca olhe pelo visor ótico (viewfinder) de uma câmara reflex apontada ao Sol, mesmo com óculos de eclipse postos na cara. A luz solar focada pelas lentes da câmara derreterá o filtro dos óculos e poderá causar cegueira imediata.

Nunca filme ou fotografe o Sol com câmaras digitais sem filtro solar frontal. A energia focada poderá danificar o sensor digital do equipamento em poucos segundos.

 

Eclipses totais do Sol num mesmo ponto geográfico são eventos extremamente raros, ocorrendo, em média, apenas uma vez a cada 375 anos. Contudo, atravessamos nesta década um período astronómico excecional conhecido como a "Trilogia de Eclipses Ibéricos":

  • 12 de Agosto de 2026 (Parcial de elevada magnitude e total numa pequena área): o eclipse atual, com a faixa de totalidade no norte de Espanha e Montesinho, e ocultação acima de 92% em todo o país.

  • 2 de Agosto de 2027 (Eclipse total no sul de Espanha / Parcial em Portugal): um eclipse total histórico que atravessará o Estreito de Gibraltar e o sul de Espanha (onde a totalidade durará mais de 4 a 6 minutos). Em Portugal continental, será visível como um eclipse parcial muito expressivo (com cerca de 85% a 90% de ocultação no Algarve e Alentejo).

  • 26 de Janeiro de 2028 (Eclipse Anular): a faixa de anularidade (onde a Lua fica sempre rodeada por um "anel de fogo") passará diretamente sobre o território de Portugal continental ao final da tarde, durante o pôr do Sol.

Para voltar a testemunhar um Eclipse Total do Sol a atravessar território Português, terá que “aguardar” até ao dia 26 de outubro de 2144 e deslocar-se até à Ilha de São Miguel.

Sim, um interesse enorme e insubstituível. Apesar da existência de telescópios espaciais modernos que conseguem estudar o Sol em proximidade e até criar eclipses artificiais (Proba 3), os eclipses totais do Sol continuam a ser de extrema relevância para a astrofísica e física fundamental:

  • Estudo da Coroa Solar Interna: a coroa é a atmosfera exterior do Sol, com temperaturas de milhões de graus, cuja origem exata permanece um dos grandes mistérios da astrofísica (o problema do aquecimento coronal). Os coronógrafos espaciais em órbita criam eclipses artificiais usando um disco ocultador, mas sofrem de difração de luz nas bordas. Durante um eclipse total, a Lua atua como um ocultador natural perfeito situado longe da Terra, permitindo observar a baixíssima coroa com uma nitidez impossível de obter no espaço.

  • Testar a Relatividade Geral: foi num eclipse solar total (em 29 de maio de 1919, por Sir Arthur Eddington) que se provou pela primeira vez a curvatura do espaço-tempo prevista por Albert Einstein, ao medir o desvio da luz das estrelas ao passar junto ao bordo solar. Hoje em dia, réplicas modernas desta experiência (como as planeadas para 2026 e 2027) usam sensores digitais de alta precisão para testar os limites do parâmetro gama de Eddington e medir possíveis desvios à Relatividade Geral.

  • Impacto na Ionosfera terrestre: a passagem da sombra lunar corta subitamente a radiação ultravioleta que ioniza a alta atmosfera da Terra, criando uma "onda de choque térmica" na ionosfera. Isto permite estudar a física dos plasmas atmosféricos e o comportamento das ondas de rádio e sistemas de navegação por GPS.